sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Vou Fugir Deste Lugar Baby


Existem coisas que acontecem em nossas vidas e que nos mudam para sempre, um dia, uma pessoa, uma palavra, um show da banda que você ama, uma viagem, um gesto, uma gafe, um afeto, um desafeto, dor física, dor emocional...existe tanta coisa que pode catalisar uma mudança em nós que para enunciar as principais eu precisaria de um mês direto escrevendo. Como a maioria aqui sabe, eu estou há 20 meses com chikungunya, sentindo dores físicas e emocionais um dia sim e no outro também e é uma guerra diária que travo para não permitir que a dor me consuma por completo e a constatação da minha incapacidade presente e frustração diária com uma pitada de superação a cada dia.

Por mais que eu resista, a realidade é que a dor me mudou muito, a tal ponto que estou precisando me redescobrir de novo e de novo todos os dias. E a cada dia que passa, mais eu me isolo e menos paciência eu tenho com gente de bad vibes ou comportamento que não me acrescenta nada de bom. E eu tenho sentido tanta raiva, tanta raiva que às vezes preciso me isolar pra olhar bem nos olhos dessa raiva e dialogar com ela, tentar entender suas razões e motivo de existir. E nesse looping louco eu me tornei uma fugitiva, eremita, o que seja. Há dias em que mal me reconheço por trás das lágrimas que rolam diariamente no meu rosto, mas eu sigo em frente, fugindo, me escondendo do mundo, das coisas, de pessoas novas porque eu mal consigo lidar comigo mesma, não acho justo me apresentar à alguém neste estado em que estou, estou fragilizada, fraca, triste, irada, sem paciência e com pouco bom humor. Estou acostumada já ao esquecimento, 20 meses com dor e incapacitada por causa dela tornaram as minhas redes mais silenciosas, amigos sumiram e não sobraram muitas pessoas que ainda se importem com o meu bem estar ou se interessem em saber dele e se tem uma coisa que eu nunca fiz é me intrometer na liberdade e esquecimento dos outros, todos que entram em minha vida são livre para sumirem se quiserem, permanecerem ou fazer o que acharem melhor, não sou de cobrar, de prender ou me agarrar á todo custo à outra existência além da minha. E assim como dou liberdade eu também a exerço como acho melhor para mim.

E tudo isso para confessar que está muito difícil permanecer por aqui, estou quase fazendo planos para sumir, desaparecer de vez porque eu simplesmente não sei mais lidar com tudo isso e nem quero mais, mesmo! Se eu tiver coragem o bastante para sumir e apagar toda minha vida online, peço que lembrem não de mim, mas de do amor e positividade que sempre dediquei à missão de tornar o mundo à minha volta um lugar melhor e que eu posso não existir mais por aqui, mas, todo esse amor que coloquei em movimento, ele sempre existirá em um cantinho do universo, em algum coraçãozinho que me permitiu entrar e plantar a sementinha do amor próprio.










Beijões Gordos,

Claudia Rocha GorDivah
Snap: gordivah

Nenhum comentário:

Postar um comentário