quinta-feira, 29 de maio de 2014

Segunda Chance

Geralmente não costumo dar segunda chance à ninguém, pois sempre me arrebento quando faço isso. Mas quando tenho um raro ataque de generosidade e loucura, fico boazinha e dou uma segunda chance. Não é uma questão de orgulho, mas de auto preservação. Seja no amor, amizade ou vida profissional, eu não gosto de fazer isso.

É muito estranho pois o outro sempre vai esperar que tudo seja como antes e não adianta, nunca vai ser. E eu geralmente acabo desistindo se a pessoa pisa na bola de novo e me afasto de vez. Não consigo mais manter relacionamentos que detonem minha autoestima. Demorei tantos anos para enfim aprender a me amar sempre e em primeiro lugar que hoje não me contento com migalhas.  Meu amor próprio foi construído com sangue e lágrimas. Precisei superar muita dor e rejeição para começar a enxergar, ainda que num borrão, meu valor.

Fazer o que? Não sei ser pela metade, não sei fingir e aceitar verdades inventadas. Sou exagerada e verdadeira. Tenho sede de tudo e muita pressa, não sei mais perder tempo com ruas sem saída e estradas que me levam a lugar nenhum.